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21/05/2025
“Ficar sem celular me deixa nervoso.” Essa frase, cada vez mais comum entre adolescentes, pode ser um sinal de nomofobia, um comportamento compulsivo ligado à necessidade constante de estar com o smartphone por perto. A dependência do aparelho, somada à intensa conexão com redes sociais e aplicativos, tem causado impacto no rendimento escolar e na saúde emocional de muitos jovens.
A nomofobia, embora não seja um transtorno oficialmente reconhecido pela medicina, preocupa educadores e profissionais da saúde pelo modo como afeta o comportamento. Entre os sinais mais comuns estão a ansiedade quando o celular não está por perto, a verificação frequente das notificações, a dificuldade de concentração em outras tarefas e alterações de humor associadas ao uso do dispositivo. Há também prejuízos ao sono e ao convívio social.
Além da atração natural que os adolescentes têm pelas telas, o cérebro ainda em formação nessa fase da vida favorece comportamentos impulsivos e a busca por gratificações imediatas. Isso os torna mais vulneráveis ao uso exagerado dos dispositivos. O hábito se consolidou ainda mais durante o período de isolamento provocado pela pandemia, quando o celular virou ferramenta de estudo, comunicação e entretenimento.
“A proximidade com a tecnologia é inevitável, mas é papel da escola e da família promover a reflexão sobre seus impactos, principalmente quando ela se transforma em dependência”, destaca Silvia Sachete, coordenadora do Fundamental II e Médio do Colégio Villa-Lobos, de São Bernardo do Campo (SP).
O primeiro passo para ajudar adolescentes com sinais de nomofobia é reconhecer o problema. Em seguida, pais e responsáveis podem adotar ações simples para estimular um uso mais equilibrado da tecnologia. Estabelecer limites claros para o uso do celular, por exemplo, especialmente durante os estudos e na hora de dormir, é uma medida eficaz.
Criar ambientes da casa livres de telas, como as refeições em família, e incentivar atividades offline, como esportes e leitura, também são atitudes que fazem diferença. Outro ponto importante é que os adultos sirvam de exemplo, evitando o uso excessivo do celular quando estão com os filhos.
Silenciar notificações desnecessárias, instalar aplicativos que controlam o tempo de tela e deixar o celular fora do quarto à noite são outras estratégias que ajudam no processo de reeducação digital. Em casos mais sérios, o apoio de psicólogos pode ser necessário para tratar sintomas como ansiedade intensa e dificuldades de convivência social.
A nomofobia é um reflexo da nossa era digital e precisa ser enfrentada com informação, acolhimento e equilíbrio. Cabe às famílias e escolas orientarem os jovens para que o celular seja uma ferramenta útil, e não um obstáculo ao desenvolvimento saudável. Para saber mais sobre nomofobia, visite https://www.em.com.br/app/noticia/educacao/2023/03/17/internas_educacao,1470225/nomofobia-o-que-e-e-por-que-prejudica-tanto-criancas-e-jovens.shtml e https://lunetas.com.br/nomofobia-vicio-celular/