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Celular interfere na atenção, no convívio e no desempenho dos alunos

Os impactos do celular no dia a dia escolar

07/07/2025

Mensagens, vídeos, notificações constantes. Para muitos estudantes, é difícil resistir ao impulso de checar o celular mesmo durante as aulas. Essa distração afeta diretamente o rendimento escolar e prejudica o convívio social, especialmente quando o aparelho domina também os intervalos e atividades em grupo. A recente lei que proíbe o uso do celular nas escolas durante todo o período letivo busca justamente devolver aos alunos a concentração, o tempo de qualidade e as interações reais.

Apesar da proposta parecer simples, o desafio da aplicação é complexo. Cada escola precisa desenvolver normas próprias, conversar com os alunos, preparar os professores e, principalmente, envolver as famílias. A mudança de hábito exige consistência. “Mais do que impor regras, é fundamental que a comunidade escolar entenda por que o excesso de telas tem prejudicado o aprendizado e a saúde emocional dos estudantes”, destaca Silvia Sachete, coordenadora do Fundamental II e Médio do Colégio Villa-Lobos, de São Bernardo do Campo (SP).

 

Estudos nacionais e internacionais reforçam essa preocupação. Alunos que passam muitas horas por dia conectados apresentam queda significativa de desempenho, além de maior risco de desenvolver sintomas de ansiedade, depressão e insônia. Mesmo fora da escola, o uso excessivo do celular costuma estar relacionado a comportamentos alimentares desregulados e menor disposição para atividades físicas. O que começa como distração pode evoluir para um padrão de dependência.

O maior obstáculo talvez seja mudar a relação dos jovens com o celular, especialmente em uma época em que o aparelho faz parte da vida social, das conversas e do entretenimento. Proibir sem dialogar pode causar resistência. Mas oferecer alternativas e apresentar possibilidades de uso consciente, dentro e fora da escola, amplia a chance de transformação. O celular pode, sim, ser usado de forma positiva, desde que com intencionalidade pedagógica, como em pesquisas ou projetos guiados por educadores.

Esse equilíbrio, porém, também depende do exemplo dentro de casa. Pais que impõem limites aos filhos, mas não controlam o próprio tempo de tela, acabam enfraquecendo o efeito das orientações. O envolvimento familiar é essencial, tanto para reforçar os combinados quanto para criar um ambiente em que momentos offline sejam valorizados e compartilhados.

O celular não precisa ser um inimigo, mas tampouco pode ocupar o centro da rotina escolar. O foco deve ser a construção de relações mais saudáveis com a tecnologia, capazes de fortalecer a concentração, a convivência e o bem-estar dos estudantes.

Para saber mais sobre celular, visite https://www.techtudo.com.br/guia/2025/01/lei-que-proibe-celular-nas-escolas-tudo-que-voce-precisa-saber-a-respeito-edmobile.ghtml e https://www.cnnbrasil.com.br/educacao/proibicao-do-celular-na-escola-e-para-melhorar-a-aprendizagem-diz-mec/

 


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