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28/07/2025
A familiaridade com telas e recursos digitais faz parte da rotina da geração Alpha desde os primeiros anos de vida. Crianças nascidas a partir de 2010 já interagem naturalmente com assistentes virtuais, jogam online, assistem vídeos sob demanda e usam aplicativos para aprender ou se distrair. No entanto, essa fluidez tecnológica também impõe obstáculos importantes ao desenvolvimento de competências emocionais e sociais fundamentais para a vida em comunidade.
Muitos desses pequenos apresentam dificuldade em nomear sentimentos, lidar com frustrações, esperar a vez ou manter a atenção por longos períodos. Em um mundo que responde com um clique, a convivência exige esforço, escuta e empatia — habilidades que não surgem espontaneamente e precisam ser trabalhadas com intencionalidade em casa e na escola.
“O estímulo ao diálogo, ao trabalho em grupo e à expressão dos sentimentos desde a infância contribui diretamente para a construção do equilíbrio emocional”, afirma Angela Ledo, coordenadora de Educação Infantil do Colégio Villa-Lobos, de São Bernardo do Campo (SP).
A formação socioemocional passa por experiências reais: brincadeiras ao ar livre, rodas de conversa, jogos cooperativos e momentos de frustração seguidos de acolhimento. Situações assim ajudam a criança a perceber o outro, ajustar comportamentos e entender que errar faz parte do processo de amadurecimento.
A presença ativa dos pais também é um fator decisivo. Não basta limitar o tempo de tela: é preciso propor alternativas concretas que envolvam interação e vínculo. Refeições em família sem dispositivos, conversas sobre o dia, apoio nas tarefas escolares e tempo de brincadeira conjunta criam espaços de confiança e fortalecem a autoestima da criança.
É comum que os adultos se preocupem em oferecer os melhores recursos tecnológicos, mas se esqueçam de algo ainda mais valioso: sua presença. Para a geração Alpha, os pais seguem sendo as figuras mais influentes. A forma como eles reagem às situações, resolvem conflitos e gerenciam emoções serve de modelo direto para os filhos.
Na escola, o uso equilibrado da tecnologia pode ser uma aliada. Quando bem aplicada, contribui para o engajamento e para a personalização da aprendizagem. No entanto, ela precisa estar acompanhada de propostas que promovam cooperação, escuta ativa e autorregulação emocional. Não se trata de eliminar as telas, mas de diversificar as experiências da criança para que ela se desenvolva por inteiro. Para saber mais sobre a Geração Alpha, visite https://www.dentrodahistoria.com.br/blog/familia/desenvolvimento-infantil/geracao-alpha-caracteristicas/ e https://g1.globo.com/economia/tecnologia/noticia/2019/05/29/o-que-e-a-geracao-alfa-a-1a-a-ser-100-digital.ghtml