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30/07/2025
O contato direto com a luz solar ainda é a principal fonte natural de vitamina D, especialmente para crianças e adolescentes. É pela pele, ao se expor ao sol por alguns minutos por dia, que o corpo consegue sintetizar cerca de 90% da vitamina D necessária para manter ossos fortes, sistema imunológico em dia e funções neuromusculares equilibradas. No entanto, mudanças nos hábitos das famílias têm reduzido essa exposição, principalmente com a predominância de atividades realizadas em ambientes fechados e o uso crescente de telas desde a infância.
A Sociedade Brasileira de Pediatria atualizou suas diretrizes e passou a recomendar a suplementação de vitamina D para crianças de todas as faixas etárias. A medida foi motivada por estudos que revelam que quase 40% dos adolescentes brasileiros, especialmente no Sul do país, apresentam deficiência do nutriente — fator de risco para quadros como o raquitismo, osteoporose futura, infecções respiratórias recorrentes e até alterações no humor.
“Mesmo sendo produzida em grande parte pela pele, a vitamina D também pode ser obtida de fontes alimentares, o que exige atenção redobrada à qualidade das refeições”, afirma Angela Ledo, coordenadora de Educação Infantil do Colégio Villa-Lobos, de São Bernardo do Campo (SP). Alimentos como ovos, leite, queijos, cogumelos, fígado e peixes como atum e salmão concentram boas quantidades da vitamina. Porém, esses ingredientes ainda são pouco frequentes no cardápio da maioria das crianças brasileiras.
A exposição solar segura, aliada ao consumo desses alimentos, costuma ser suficiente para garantir os níveis adequados do nutriente. Pessoas de pele mais clara precisam, em média, de 15 minutos de exposição ao sol por dia, enquanto aquelas de pele mais escura podem demandar um tempo maior, próximo de 60 minutos. O ideal é que esse contato ocorra antes das 10h ou após as 16h, sem protetor solar e com partes do corpo como braços e pernas descobertos.
Em casos em que a exposição solar regular não é possível — como em períodos de inverno, dias nublados ou regiões com clima fechado —, a suplementação de vitamina D se torna uma alternativa importante. Ela deve sempre ser feita com prescrição médica, já que o excesso da substância também pode provocar efeitos colaterais sérios, como sobrecarga renal e hipercalcemia.
A vitamina D ainda tem funções menos conhecidas, como o estímulo à produção de insulina e a regulação da pressão arterial. Embora os efeitos mais evidentes estejam ligados à saúde óssea, manter bons níveis desde a infância é uma escolha que impacta diretamente o bem-estar e o desenvolvimento integral da criança. Em um país de dimensões tão grandes como o Brasil, o cuidado com a vitamina D exige atenção às particularidades de cada rotina, cada região e cada fase da vida.
Para saber mais sobre vitamina D, visite https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2024/12/20/vitamina-d-sociedade-brasileira-de-pediatria-passa-a-recomendar-suplementacao-para-criancas-e-adolescentes.ghtml e https://www.tuasaude.com/para-que-serve-a-vitamina-d/